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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PROJETO CONTOS E CAUSOS DA EJA


                Contos eleitos pelo grupo de professores e educandos da EJA para representar nossa EMEB.

A CASA ASSOMBRADA

            Há uns cinco anos eu fiz uma viagem no estado de Minas gerais, para visitar meus tios que lá moravam.
            Certo dia, meu primo me chamou para passear pela cidade que, por sinal, é uma linda cidade. Fomos ao centro comercial, compramos muitas lembrancinhas para presentear as pessoas amigas. Na volta do passeio, passamos em uma estrada deserta, sem movimento e rodeada de uma mata fechada e quase sem casa. Ele me falou que esta estrada dava acesso a várias fazendas. Quando, de repente, avistamos uma casinha simples e que só de olhar percebia-se que estava abandonada por estar quase coberta pela mata, como que fazia muito tempo que ninguém passasse por lá.
            Foi aí que meu primo contou uma história que me deixou muito assustado. Ele me contou que há muito tempo morava nesta casa um casal de velhinhos, que não gostava de ninguém. Todas as pessoas que passavam em frente a esta casa eram maltratadas pelo casal.
            Depois de certo tempo, o casal morreu: primeiro o velhinho, logo depois a velhinha. Passando alguns meses, todas as pessoas que passavam em frente a esta casa, que agora está abandonada, sentem um arrepio pelo corpo e veem as portas e janelas abrirem e fecharem, como se houvesse alguém dentro da casa.
            Foi só ele fechar a boca e já vi as portas e janelas baterem e meu corpo arrepiou todo. Falei pra ele: “Vamos embora daqui, que isso não é lenda. É realidade.” Ele não pensou duas vezes, manobrou o veículo e voltamos para casa imediatamente.
            Nunca mais quero passar por ali. Voltamos para a casa dos meus tios muito assustados. Mas, Graças a Deus, nada mais aconteceu.


GILBERTO DA SILVA LONGO – 6º TERMO A – PROFESSORA ELISÂNGELA






UM GRANDE SONHO

Lá no sertão da Bahia, um senhor chamado João sempre sonhava que ia encontrar uma botija cheia de ouro. A botija de ouro estava enterrada debaixo de um pé de manga, na saída da cidade. Porém, só podia desenterrar o ouro, a pessoa que era muito valente e corajosa.
Seu João não era nada corajoso, mas, todos os dias, ao se deitar, o sonho persistia.
Um dia estava sem sono, resolveu ir até o pé de manga. Saiu de casa carregando uma pá, velas para iluminar o lugar. Chegando ao pé de manga, começou a cavar o buraco. De repente, começou uma grande ventania e barulhos estranhos, como se fosse alguém andando na grama. Seu João se tremia de medo, mas continuou. Quando estava quase no final do buraco, ele sentiu uma mão pesando no seu ombro... De tanto medo que tinha, não teve coragem de olhar para trás, se urinou nas calças de tanto medo. Mesmo assim, conseguiu pegar o ouro e ficou muito rico.
Porém, dizia a lenda: “quem conseguisse retirar o ouro, com o tempo, ia viver escutando vozes do além.”
Sr. João vivia contando a história para que as pessoas nunca desenterrassem o ouro, porque isso era só para homem valente e corajoso. E todos davam risada com a sua história, as pessoas achavam que era só papo dele.


LIGIA REGINA CORREA – 6º TERMO B – PROFESSORA ELISÂNGELA




Crônica: O Terror

       
O TERROR
Aceitamos o terror por condição.   Ele... No  trânsito, na escola, na política, na  conta  de luz. Vai chover, vai dar enchentes, logo lembro dele.
Temos  que ir para o trabalho. Ninguém  está preparado, mas logo deparamos com ele. No momento que estamos atrasados, nem me  diga, os carros que não andam. Já podemos sentir, o       Patrão na porta da fábrica. Preparo-me, já ouvindo aquela frase: “Sai mais cedo de casa!”
Bom, não para por aí...O  cartão de crédito que suga todo microssalário... E você não consegue escapar. Novamente a tentação: aquele celular! Outro terror e aí muito feijão queimado! 
E tem aquele que temos que aceitar pela falta de amor, que é o atentado às vidas: O TERRORismo. Com este as coisas são  mais  sérias!


(Ana Maria – 7º termo A)